GM É CONDENADA A PAGAR MAIS DE R$ 700 MIL PARA EMPREGADA DEMITIDA COM DOENÇA OCUPACIONAL

A Justiça do Trabalho, condenou a GENERAL MOTORS-GM, a reintegrar e pagar indenização de R$ 728.981,76 para trabalhadora despedida, em 2013, sem justa causa, com doença ocupacional. O escritório Kahle & Bitencourt, que presta assistência jurídica para os associados do SINMGRA, ajuizou reclamação trabalhista, nº 0001397-84.2013.5.04.0234,  contra à GM por ter despedido discriminatóriamente trabalhadora com doença ocupacional.  Na sentença a Justiça do Trabalho manda pagar indenização pela despedida mais danos materiais e morais, além do pagamento após o retorno ao trabalho de 13º salários, férias com 1/3, FGTS, bem como reajustes gerais da categoria e demais direitos alcançados aos empregados.

GM RECUA E MANTEM O CUMPRIMENTO DO ACORDO COLETIVO VIGENTE ATÉ 31/03/2020

Mais uma vez o SINMGRA e os trabalhadores barraram a intenção da GM de impor uma pauta de restruturação. O objetivo da montadora era de não realizar o pagamento do PPR e do reajuste do salario e do piso da categoria. Os trabalhadores já rejeitaram as 21 medidas que serão discutidas ao longo do ano de 2019. Não aceitaremos retiradas de direitos e dos benefícios conquistados a duras custas ao longo dos anos. A fábrica de Gravataí já está com seu investimento garantido pelo acordo coletivo de 2017 que hoje é a nossa garantia para não perdermos os benefícios.

Nossa luta nossa Lei, nenhum direito a menos.

 

Metalúrgicos aprovam proposta de lay-off na GM em Gravataí e asseguram direitos dos trabalhadores

Sindicato dos Metalúrgicos de Gravataí realizou assembleias em dois turnos

Os trabalhadores da General Motors de Gravataí (RS) aprovaram por unanimidade a proposta de lay-off que assegurou benefícios, mesmo diante do afastamento do trabalho. A medida foi discutida em duas assembleias realizadas na troca de turno da noite e na tarde de quinta-feira (26/11) pelo Sindicato dos Metalúrgicos de Gravataí (SINMGRA).

– Não foi, obviamente, o que esperávamos porque lutamos é pela manutenção de empregos. Porém, as ofertas de trabalho estão sumindo e por isso, achamos que no quadro atual, foi o melhor possível. Tínhamos que escolher entre a demissão ou o lay-off e a segunda opção foi a melhor – afirmou o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Gravataí, Valcir Ascari, o Quebra Molas.

O temor dos sindicalistas era de demissão dos trabalhadores, que na prática poderia significar uma dificuldade muito grande de retomada dos postos de trabalho a longo prazo.

– A situação dos metalúrgicos ficou um pouco melhor porque se fosse o desemprego não teria saída e muitos não voltariam ao mercado nos próximos três anos, pelo menos – concluiu Valcir.

Pela proposta aprovada, haverá a garantia de pagamento do 13º salário e férias e, se houver, PPR. Pela legislação, a empresa não seria obrigada a fazer esses pagamentos garantidos através de negociação.

A GM em Gravataí conta com aproximadamente 3 mil e 500 trabalhadores nos turnos do dia e mais 825 no terceiro turno, que é o afetado pelo lay-off. Mais de 26 mil veículos estão estocados no pátio da fábrica de Gravataí e em outros locais, o que dá a dimensão da crise vivida pelo setor automotivo.

Informações para a Imprensa:

Sobre o Sindicato dos Metalúrgicos de Gravataí

O Sindicato dos Metalúrgicos de Gravataí representa aproximadamente 14 mil funcionários dos setores metalmecânico, eletroeletrônico, autopeças e montadoras de automóvel. Abrange centenas de empresas do município de Gravataí, na região metropolitana de Porto Alegre, entre elas a montadora General Motors e Sistemistas.